sábado, 28 de maio de 2016

Você percebeu como a gente mudou?


É incrível ler aquela carta que te escrevi a dois anos e pensar: quem era aquela garota ou quem sou eu agora? Não se engane, não fui apenas eu que mudei, você também mudou, e muito.
Mas por algum motivo que eu tento entender todos os dias, nós preferimos fingir que nada aconteceu e continuar vivendo na ilusão que criamos, como se fossemos os mesmo de anos atrás.

Nós sabemos que essa não foi a melhor escolha, sabemos que isso nos machuca a cada dia, a cada encontro, quando preferíamos o passado ou quando não conseguimos enxergar o futuro. É triste perceber que tudo aquilo que eu sonhei ter, não conseguirei se estiver com você. Poxa como foi que a gente se perdeu? Fomos caminhando  cada um para um lado, e o fio que nos mantinha juntos esticou –se ao máximo, agora estamos nós em lados opostos da estrada, longe demais para voltar pelo mesmo caminho, e parados num ponto sem direção.
Nenhum de nós quer cortar o fio, queremos continuar caminhando sem precisar deixar ir. Mas nós sabemos que a cada passo, o fio se estica, e quanto mais esticado mais aperta e fere a nossa pele. Alguém vai ter que soltar primeiro.

À distância faz com pareçamos cada vez mais diferentes um para o outro. Nós não nos importamos mais com os sentimentos, não ligamos se estamos machucando um ao outro.  Puxamos a corda, tentamos caminhar, obrigando que o outro nos siga, mas ele não pode. Já desistimos de muitas coisas por nós,  a nossa bagagem já se extraviou completamente, agora só nos resta a nós mesmos e disso não podemos nos desafazer.
No ponto que estamos é difícil olhar pra frente, mas olhar pra trás é extremamente doloroso, pois o tempo que nos devia ter trago felicidade e nos aproximar cada vez mais trouxe apenas frieza e momentos tristes.

Eu assim como você não quero continuar, mas do mesmo modo não consigo me soltar. Alguma coisa nos prende. Precisamos descobrir o que é, precisamos ser livres e deixar que o outro também seja. 

Seja forte, corte o fio, e viva.

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